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segunda-feira, agosto 2

Going Solo

Embora a partida tenha acabado num empate sem gols, tanto Atlanta Beat quanto Gold Pride poderiam ter saído com os três pontos. A equipe da Geórgia viu chances cristalinas serem desperdiçadas por Eniola Aluko, Monica Ocampo e Ramona Bachmann. Além disso, sofreu com o egoísmo de suas atacantes, especialmente Aluko. Logo no início do jogo, ela invadiu a área e, ao lado, tinha Lori Chalupny completamente livre de marcação. Era só rolar a bola e correr pro abraço. No entanto, a "fominhagem" falou mais alto e a inglesa decidiu resolver sozinha, permitindo que Nicole Barnhart praticasse a defesa. Apesar da atuação pouco inspirada da dupla Marta e Christine Sinclair, o Gold Pride também teve várias oportunidades para marcar, mas esbarrou nas defesas de Hope Solo e na trave três vezes. Destaques individuais para Hope Solo (uma atuação que deixaria seu pai, Han, orgulhoso), Aya Miyama (numa função mais defensiva) e Lori Chalupny (muito bem na armação enquanto teve fôlego).

segunda-feira, junho 7

Ressaltando o óbvio

O 1º tempo da partida entre Chicago Red Stars e Atlanta Beat dirimiu qualquer dúvida que alguém pudesse ter sobre o porquê de ambos os times ocuparem a parte de baixo da tabela. Foi um espetáculo medonho que merecia ser proibido para menores, poucas vezes se viu a bola ser tão maltratada. No 2º tempo, felizmente, o nível do futebol apresentado melhorou um pouquinho (até porque piorar seria impossível). O Red Stars passou a controlar mais o meio e até criou algumas oportunidades, mas o poder de fogo de seu ataque é pífio. O Atlanta Beat, por sua vez, jamais conseguiu se entender dentro de campo, mas ao menos pode usar a desculpa de ter mudado meio time do dia pra noite. Uma pelada dessas só podia terminar em 0 a 0.
Cornetadas: Formiga voltou a atuar bem, fez lançamentos precisos e deu um chute perigoso de fora da área. Cristiane acertou uma ou outra metida de bola, mas continua jogando em câmera lenta e finalizando mal. Marian Dalmy precisa apoiar mais, sempre que sobe ao ataque cria um lance de perigo. Megan Rapinoe não está bem tecnicamente, andou tropeçando na bola e mesmo assim insistia em dar toques de efeito. Karen Carney alternou erros e acertos, mas pelo menos nunca se omite. Apagada, Casey Nogueira demonstrou que funciona melhor como arma para o 2º tempo. Hope Solo fez o que dela se espera, fechou o gol quando exigida. Será que uma dupla de ataque formada por Eniola Aluko e Ramona Bachmann funcionará a contento? Tenho minhas dúvidas. O fato é que nenhuma das duas tem a característica de preparar a jogada pra companheira finalizar (esse papel ficaria a cargo de Mami Yamaguchi, que se contundiu logo no começo e precisou ser substituída).

segunda-feira, abril 26

Look mom, no hands!

Saint Louis Athletica e Boston Breakers fizeram um 1º tempo animado e, por conta do gramado castigado pela chuva, repleto de lances inusitados. O time visitante começou melhor e, numa cobrança de escanteio ensaiada, abriu o placar com a zagueira Kasey Moore. No entanto, não demorou muito para surgir o empate das anfitriãs. Carolyn Blank aproveitou uma sobra na pequena área e cumprimentou de cabeça. O 2º tempo, infelizmente, foi medíocre de ambos os lados. E embora tenha apresentado mais volume de jogo, Saint Louis pouco ameaçou a meta defendida por Ashley Phillips.
Cornetadas: Hope Solo soltou algumas bolas estranhas, mas se redimiu com belas defesas. Carolyn Blank se destacou após trocar a lateral esquerda pela cabeça-de-area e demonstrou ter bom domínio de bola e passe. Aya Miyama foi meio vagalume. Eniola Aluko esteve péssima nas finalizações. Madelaine Edlund não foi vista em campo. Muito participativa no jogo, Alex Scott apoiou o ataque sempre que possível. Além de errar um passe atrás do outro, Chioma Igwe é grossa. Dei risada quando ela tentou controlar a bola e acertou o próprio rosto. Atuação apagada de Kelly Smith. Fabiana teve espaço de sobra na ponta direita, mas não conseguiu criar nada de efetivo. Lauren Cheney errou tudo que tentou.

sábado, março 27

Bola de cristal: Saint Louis Athletica

Foi um desafio montar o time do Saint Louis Athletica para dar sequência às postagens da série Bola de Cristal. O técnico Jorge Barcellos não nega que é brasileiro e adora fazer um mistério. Por conta disso, ainda não ficou claro se Elaine e Lori Chalupny serão aproveitadas nas laterais ou no meio-de-campo e se Lindsay Tarpley jogará como atacante ou meia. Outro problema é que Daniela e Tarpley passaram por cirurgias no ano passado e não se sabe qual é a real condição física delas. Diante das dificuldades, optei por armar um time com os principais nomes do elenco e dane-se o resto. Hope Solo, a melhor goleira do mundo, é garantia de segurança debaixo das traves. A defesa não chega a ser espetacular, mas também não compromete. Com a chegada de Shannon Boxx, Kendall Fletcher, que atuou bem como volante na temporada passada, deve formar a zaga com Tina Ellertson. O meio-de-campo é ótimo e está repleto de opções, já que Chalupny e Elaine também podem ser utilizadas no setor. No ataque, a esperança é que Eniola Aluko repita as boas atuações que teve em 2009. A sueca Madelaine Edlund era uma máquina de perder gols no Umeå, veremos se ela se sai melhor atuando na liga americana. Meu palpite: tem elenco para disputar o título.
Gol: Hope Solo, Ashlyn Harris, Kati Jo Spisak
Defesa: Tina Ellertson, Kendall Fletcher, Elaine, Lori Chalupny, Sarah Wagenfuhr, Elise Weber, Carolyn Blank
Meio-de-campo: Shannon Boxx, Daniela Alves, Aya Miyama, Lindsay Tarpley, Sarah Teegarden, Erin Walter, Tina DiMartino, India Trotter
Ataque: Eniola Aluko, Madelaine Edlund, Veronica Perez, Niki Cross
Treinador: Jorge Barcellos

quinta-feira, agosto 20

O céu é o limite

O Sky Blue novamente desafiou as expectativas e conseguiu derrotar o Saint Louis Athletica pela primeira vez, e justamente no momento que mais importava. Apresentando um ótimo toque de bola, o time de Nova Jersey dominou amplamente a 1ª etapa e exigiu defesas espetaculares de Hope Solo, que fez o possível e o impossível para manter sua equipe no jogo. Só que aos 31 minutos não teve jeito. Yael Averbuch criou a jogada e a boa lateral Keeley Dowling bateu colocado para abrir o marcador. No início do 2º tempo, o Sky Blue seguiu melhor e desperdiçou chances claras de ampliar a vantagem. Com o relógio avançando, o time recuou e passou a segurar o resultado. No desespero, o Saint Louis partiu pro abafa, mas finalizou mal e jamais ameaçou realmente o gol defendido por Jenni Branam.
SLA: Hope Solo, Melissa Tancredi, Kia McNeill (Stephanie Logterman), Tina Ellertson, Elise Weber, Kendall Fletcher, Angie Woznuk (Niki Cross), Amanda Cinalli, Lori Chalupny, Sarah Walsh, Christie Welsh (Ashlee Pistorius)
SBFC: Jenni Branam, Keeley Dowling, Jen Buczkowski, Christie Rampone, Meghan Schnur, Yael Averbuch, Collette McCallum (Francielle), Kacey White, Heather O'Reilly (Kelly Parker), Rosana, Kerri Hanks (Natasha Kai)
Público: 5.064

Agora é só aguardar quem será o campeão da 1ª temporada da WPS, o enferrujado Los Angeles Sol ou o embalado Sky Blue.
Sábado
Los Angeles Sol x Sky Blue FC - 17h (TV)

segunda-feira, junho 15

Foi de doer

Estou sendo muito exigente ou Boston Breakers e Saint Louis Athletica fizeram mesmo um jogo pra lá de chato? Talvez essa má impressão tenha sido acentuada pela poluição visual do campo e pela transmissão sonolenta, repetitiva e cheia de equívocos da dupla (narrador e comentarista) da ESPN. Aos 43 minutos de um 1º tempo em que praticamente mais nada aconteceu, Kendall Fletcher deu ótimo passe em profundidade para Eniola Aluko, que tocou na saída da goleira Kristin Luckenbill. Com a vantagem no placar, o Athletica armou a retranca na etapa final e o Breakers se limitou a pressionar de forma desordenada.
Cornetadas: Hope Solo, pouco exigida, passou segurança para a defesa em suas intervenções. O mesmo não pode ser dito de Luckenbill, que não tem agilidade e parece acima do peso. Lori Chalupny imprimiu seu dinamismo habitual ao meio-campo e só saiu por câimbras. Aluko não é uma atacantre brilhante, mas corre muito e está conseguindo marcar seus golzinhos. Alex Scott devia apoiar o ataque com mais frequência, tem qualidade para isso. Muito marcada, Kelly Smith exibiu seu talento em lances isolados. Pena que ela está jogando com o joelho baleado, o que acaba limitando sua produção. Amy Rodriguez ainda não justificou a condição de 1ª escolhida no draft universitário.

BB: Kristin Luckenbill, Alex Scott, Candace Chapman, Amy LePeilbet, Heather Mitts, Kelly Schmedes (Kasey Moore), Angela Hucles, Kristine Lilly, Kelly Smith, Amy Rodriguez, Jennifer Nobis (Maggie Tomecka)
SLA: Hope Solo, Elise Weber, Kia Mcneill, Tina Ellertson, Stephanie Logterman, Angie Woznuk, Kendall Fletcher, Amanda Cinalli, Lori Chalupny (Sara Larson), Eniola Aluko, Christie Welsh (Ashlee Pistorious)
Público: 4.502

segunda-feira, maio 4

Jogo bruto

Antes de mais nada, confesso que não aguento mais ver o Washington Freedom jogar. O Fox Soccer Channel poderia ter variado mais na hora de montar o calendário de transmissões. Sobre o jogo, os 15 minutos iniciais pertenceram ao Saint Louis Athletica e sua única arma ofensiva: os chutes de Daniela Alves. Nesse curto período, ela isolou uma bola, obrigou a goleira Spizak a fazer duas defesas (sendo uma difícil) e aproveitou um rebote para inaugurar o placar aos 7 minutos. Em desvantagem, o Freedom passou a explorar o espaço deixado por Francielle, improvisada na lateral direita, e retomou o controle das ações. Inverter o posicionamento de Francielle e Lori Chalupny foi o antídoto encontrado pelo técnico Jorge Barcellos. Abby Wambach não conseguia se impor no físico e o meio-campo não tinha organização, mas mesmo assim o Freedom arrancou o empate. Aos 29 minutos, Jill Gilbeau cruzou e a francesa Sonia Bompastor cabeceou no canto direito de Hope Solo. Aos 41 minutos, Daniela Alves fintou sua marcadora e soltou uma bomba de fora da área para recolocar o Saint Louis na frente. O 2º tempo foi disputado sob forte chuva. A inglesa Eniola Aluko, lançada em velocidade, ampliou a vantagem aos 24. Dez minutos depois, a australiana Lisa De Vanna diminuiu o prejuízo do time da casa ao marcar de cabeça. Na saída de bola, Wambach deu um carrinho violento e tirou Daniela Alves do jogo. O Athletica, que já tinha perdido a zagueira Tina Ellertson por contusão, não teve mais forças para segurar o resultado. Aos 44 minutos, Bompastor aproveitou uma falha da zaga para encobrir Hope Solo com uma cabeçada e garantir a igualdade no placar.
Cornetadas: Daniela Alves, que foi tema de debate nos comentários durante a semana, estava inspirada ao tentar suas habituais finalizações de longa distância. De resto, teve boa presença no meio-campo, facilitada pela marcação frouxa do Freedom, e errou alguns passes ao tentar enfeitar a jogada. A contusão no joelho pareceu séria e é possível que ela não jogue mais nesta temporada. Francielle não fez nada de significativo, achei um erro mantê-la em campo até o apito final, limitando Lori Chalupny a um papel defensivo. Aluko corre muito e pensa pouco, não foi à toa que o Athletica demorou tanto para marcar um gol. Hope Solo vinha tendo atuação segura, mas falhou no gol marcado por De Vanna. Kia McNeill distribuiu pancada a torto e a direito. Homare Sawa como volante é uma piada sem graça que o técnico do Freedom insiste em contar. Bompastor salvou a pátria novamente.
WF: Kati Jo Spisak, Jill Gilbeau, Becky Sauerbrunn, Cat Whitehill, Alex Singer, Lori Lindsey, Homare Sawa, Sonia Bompastor, Allie Long (Lisa De Vanna), Kristin DeDycker (Rebecca Moros), Abby Wambach
SLA: Hope Solo, Francielle, Tina Ellertson (Niki Cross), Kia McNeill, Elise Weber, Lisa Stoia, Angie Woznuk, Daniela Alves (Sheree Gray), Lori Chalupny, Melissa Tancredi (Kerri Hanks), Eniola Aluko

Público: 5.149

Outros resultados:
Kelly Smith brilhou e ajudou o Boston Breakers a acabar com a invencibilidade do Los Angeles Sol e da goleira Karina LeBlanc. A craque inglesa abriu o placar com apenas 2 minutos de jogo. Kristine Lilly ampliou aos 10 minutos do 2º tempo e Brittany Bock descontou para a equipe da Califórnia aos 18 minutos. Marta, bem vigiada, teve atuação discreta (acho que já ouvi isso antes). A jogadora mais famosa da liga sempre receberá marcação cerrada, cabe a ela saber fugir dessa armadilha.
BB: Kristin Luckinbill, Alex Scott, Amy LePeilbet, Sue Weber, Heather Mitts, Stacy Bishop, Angela Hucles, Kelly Smith, Kristine Lilly, Kelly Schmedes (Kasey Moore), Christine Latham (Amy Rodriguez)
LAS: Karina LeBlanc, Manya Makoski, Martina Franko, Brittany Bock, Stephanie Cox, Shannon Boxx, Camille Abily (Katie Larkin), Aya Miyama, Aly Wagner, Han Duan, Marta
Público: 8.031

Apesar do pênalti desperdiçado por Tiffany Weimer no 1º tempo (será que alguém na WPS sabe bater pênaltis?), o FC Gold Pride conseguiu se recuperar e derrotou o Sky Blue FC. O gol só veio aos 42 minutos do 2º tempo, no apagar das luzes, e foi anotado por Leigh Ann Robinson. E não é que a Adriane finalmente estreou na WPS? Acho que o técnico do Pride lê o meu humilde blog e resolveu provar que não jogou fora uma vaga de estrangeira. A Rosana, que não vinha atuando por motivo de contusão, também fez sua estréia na liga norte-americana.
FCGP: Nicole Barnhart, Kandace Wilson, Carrie Dew, Rachel Buehler, Kristen Graczyk, Leslie Osborne, Formiga, Tiffeny Milbrett (Eriko Arakawa), Tina DiMartino, Christine Sinclair (Leigh Ann Robinson), Tiffany Weimer (Adriane)
SBFC: Jenni Branam, Julianne Sitch, Anita Asante, Christie Rampone, Keeley Dowling, Collette McCallum (Natasha Kai), Kelly Parker, Meghan Schnur, Yael Averbuch (Kacey White), Sarah Walsh (Rosana), Heather O'Reilly
Público: 2.533

A classificação da WPS está assim:

sexta-feira, março 27

Raio-X das equipes: Saint Louis Athletica

Goleiras: Hope Solo, Jillian Loyden, Erin Kane
Defesa: Sara Larsson, Kian McNeill, Nikki Cross, Sheree Gray, Elise Weber, Stephanie Logterman, Lydia Vandenbergh
Meio-campo: Lori Chalupny, Daniela Alves, Francielle, Amanda Cinalli, Lisa Stoia, Erin Walter, Angie Woznuk
Ataque: Kerri Hanks, Tina Ellertson, Melissa Tancredi, Eniola Aluko, Ashlee Pistorius
Técnico: Jorge Barcellos

Curto e grosso, não boto a menor fé no Saint Louis. Hope Solo, a melhor goleira da liga, terá que fazer milagres ao longo da temporada. A talentosa e versátil Lori Chalupny promete ser o destaque do time. Daniela Alves é eficiente na marcação e chuta bem de longa distância, mas precisa errar menos passes. Francielle é jogadora de lampejos. Desaparece do jogo e, de repente, acerta um passe em profundidade ou faz uma boa jogada individual. Tina Ellertson, que irá atuar como atacante, é mais conhecida por ter levado aquele drible desmoralizante da Marta na Copa do Mundo de 2007.