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segunda-feira, setembro 27

E deu Golias

O Gold Pride não deu chance para a zebra e atropelou o esforçado Philadelphia Independence na final da WPS. Último colocado em 2009, o time da Califórnia contou com o planejamento (e uma dose de sorte) para empreender uma guinada de 180° e faturar o caneco desta temporada. Primeiramente, manteve as poucas jogadoras que se destacaram no fiasco do ano passado (Barnhart, Buehler, Sinclair, Wilson e Milbrett). Em seguida, aproveitou a derrocada de Los Angeles Sol e Saint Louis Athletica para fortalecer seu elenco com as contratações de Marta, Camille Abily e Shannon Boxx. E por fim, o técnico Albertin Montoya soube utilizar muito bem as escolhas a que tinha direito no draft universitário (Kelley O'Hara, Ali Riley e Becky Edwards). O sucesso dessa reformulação ficou demonstrada nos números da campanha: foram 25 vitórias, 5 empates e apenas 3 derrotas. Além disso, teve a melhor defesa e ataque do campeonato. Sobre o jogo de ontem, o placar de 4 a 0 em favor do Gold Pride é autoexplicativo, portanto creio não ser necessário me alongar. O Independence jamais conseguiu escapar da encruzilhada em que se encontrava. A postura inicial foi de cautela, porém não conseguia ameaçar a meta defendida por Nicole Barnhart. Quando tentou adiantar suas peças, deixou espaço para o veloz ataque adversário trabalhar. A goleada começou aos 16 minutos do 1º tempo, quando Christine Sinclair aproveitou o rebote na pequena área após uma série de defesas praticadas pela goleira Val Henderson. Pouco depois, Allison Falk hesitou em rifar a bola pra lateral e permitiu que Kandace Wilson tomasse sua frente e chutasse para o gol desprotegido. O passeio continuou na 2ª etapa. Marta venceu a marcação, foi à linha de fundo e cruzou na medida para Sinclair só ter o trabalho de empurrar a bola. No último minuto, Kandace Wilson cruzou para Marta encerrar o massacre e anotar seu 20º gol na temporada. Após o apito final, foi só comemorar a conquista do merecido título. Melhores do jogo: Marta, Kandace Wilson e a oportunista Christine Sinclair. Pelo Independence, destaque para Val Henderson, cujas inúmeras defesas evitaram um vexame maior, e Caroline Seger, que segurou as pontas no meio-de-campo enquanto teve fôlego. E antes que eu me esqueça, parabéns à equipe da Philadelphia, em quem eu não apostava um tostão furado na pré-temporada. Reuniu um grupo de jogadoras rejeitadas e fez um papel bastante digno.


FCGP: Nicole Barnhart, Kandace Wilson, Candace Chapman (Kristen Graczyk), Rachel Buehler, Ali Riley, Becky Edwards, Shannon Boxx (Kiki Bosio), Camille Abily (Kelley O'Hara), Tiffeny Milbrett, Christine Sinclair, Marta
PI: Val Henderson, Estelle Johnson, Nikki Krzysik, Allison Falk, Holmfridur Magnusdottir, Jen Buczkowski, Lori Lindsey (Danesha Adams), Caroline Seger (Lindsey Patterson), Tina DiMartino, Lianne Sanderson (Heather Mitts), Amy Rodriguez
Público: 5.228

Seleção do blog: Karen Bardsley, Marian Dalmy, Amy LePeilbet, Rachel Buehler, Ali Riley, Formiga, Jordan Angeli, Kelly Smith, Marta, Amy Rodriguez, Abby Wambach
Selebaba: Jillian Loyden, Heather Mitts, Cat Whitehill, Kia McNeill, Natalie Spilger, Yael Averbuch, Kacey White, Megan Rapinoe, Ramona Bachmann, Natasha Kai, Cristiane

segunda-feira, julho 26

Vapt-Vupt

Não há muito o que escrever sobre a partida entre Chicago Red Stars e Boston Breakers. Com apenas 15 minutos de bola rolando, o Breakers já vencia por 3 a 0 e a fatura estava liquidada. Aos 9 minutos, Formiga não conseguiu controlar uma bola espirrada e permitiu que Kelly Smith fosse parar dentro do gol. Aos 12, a inglesa tirou proveito da defesa posicionada em linha e marcou mais um. E aos 14, a zagueira Ifeoma Dieke anotou o terceiro após uma indecisão entre Katie Chapman e a goleira Jillian Loyden. Diante do quadro catastrófico, o técnico do Red Stars colocou mais uma atacante em campo e armou a defesa com apenas três jogadoras. Chances passaram a ser criadas, mas o ataque do Red Stars, pra variar, não foi eficiente. No final, Kosovare Asllani marcou o gol de honra após desviar falta cobrada por Casey Nogueira. Com o resultado, o Boston Breakers assumiu a terceira posição na tabela de classificação.

segunda-feira, julho 19

Faltou goleira

Terceira vitória consecutiva do Boston Breakers, desta vez uma virada de 2 a 1 sobre o Washington Freedom. A equipe visitante começou bem a partida e abriu o placar após um lance individual de Sarah Huffman, que arrancou desde o meio-campo e cruzou na área para a conclusão da zagueira e dublê de atacante Nikki Marshall. O empate do Breakers começou com uma falha da zagueira Cat Whitehill, que tentou sair jogando e foi desarmada por Kelly Smith. A inglesa atraiu a atenção das demais defensoras e rolou para Liz Bogus, livre de marcação, bater entre as pernas de Erin McLeod. No 2º tempo, o jogo ficou travado no meio-campo e nenhuma das equipes conseguia acertar o passe final. O Breakers acabou achando o gol da vitória em uma cobrança de escanteio. Ifeoma Dieke e Lindsay Tarpley ganharam a disputa no ar e a bola sobrou para Jordan Angeli estufar a rede.
No geral, achei que o Freedom fez um jogo bem razoável e talvez merecesse melhor sorte, mas a atuação das goleiras terminou sendo o diferencial. Enquanto Alyssa Naeher praticou boas defesas em finalizações de Marshall e Bompastor, Erin McLeod deixou a desejar nos dois gols que sofreu. Homare Sawa e Lene Mykjaland estiveram apagadas e pouco contribuíram no setor ofensivo. Kelly Smith jogou bem enquanto teve pernas. Fabiana ajudou bastante na marcação, mas poderia produzir mais no ataque. Ficou várias vezes no mano a mano com Becky Sauerbrunn e, ao invés de arriscar um drible, recuava a bola ou cruzava de forma despretensiosa.

segunda-feira, junho 14

Nocaute

Numa rodada repleta de gols brasileiros (foram 5 no total), Marta fez toda a diferença na vitória de 3 a 1 do líder Gold Pride sobre o terceiro colocado Philadelphia Independence. Com chances esporádicas, o 1º tempo foi amarrado e só não ficou no 0 a 0 graças à esperteza da brasileira. Ela interceptou um passe na intermediária e lançou por trás da zaga para Christine Sinclair, que não teve dificuldades para bater sua companheira de seleção canadense Karina LeBlanc. No 2º tempo, Marta recebeu de Shannon Boxx, ganhou no tranco de Holmfridur Magnusdottir e bateu entre as pernas de LeBlanc. Após Tina DiMartino diminuir o prejuízo, o Independence ainda tentou pressionar em busca do empate. Mas no finalzinho, Marta ganhou novamente da zaga na velocidade e aplicou o golpe de misericórdia. Agora ela é a artilheira isolada do campeonato com 6 gols.
Análise rasteira: não dá para negar que o Independence pratica um futebol interessante. Seu meio-de-campo trabalha bem a bola, troca passes de primeira, mas o time não consegue levar muito perigo na frente, talvez porque o ataque não imponha respeito. Para piorar, a zagueira Allison Falk, principal arma no jogo aéreo, se contundiu e teve que ser substituída logo no começo. Já o Gold Pride foi o contrário. Suas meio-campistas não estavam num dia muito inspirado, mas na frente conta com uma jogadora que resolve.

domingo, maio 2

Isolado

No confronto dos líderes, o Gold Pride derrotou o Sky Blue em plena Nova Jersey e agora enxerga todas as outras equipes pelo retrovisor. O 1º tempo da partida foi amplamente dominado pelo time da Califórnia, que exerceu uma forte marcação na intermediária e impedia que as meias adversárias tocassem a bola com tranquilidade. Ainda assim, o Sky Blue teve sua chance com Kacey White, que numa escapada pela esquerda acertou o travessão. O Gold Pride quase abriu o placar num pênalti sofrido por Kelley O'Hara. Camille Abily cobrou no canto e Karen Bardsley praticou bela defesa. Mas a goleira inglesa apenas adiou o inevitável. Pouco depois, a bola foi levantada na área e Carrie Dew ajeitou de cabeça para Christine Sinclair marcar seu 3º gol no campeonato. No 2º tempo, o Sky Blue partiu para cima e teve chances de empatar, mas falhou nas finalizações. Ao Gold Pride faltou competência para matar o jogo no contra-ataque e evitar o sufoco que tomou no final.
Cornetadas: Atuação muito segura de Karen Bardsley no gol. Como é que ela pode ser reserva da fraca Rachel Brown na seleção inglesa? Brittany Taylor foi espetacular na zaga, mesmo em inferioridade numérica conseguiu parar os contra-ataques adversários. Heather O'Reilly não criou nada e ainda perdeu um gol inacreditável. Jessica Landstrom mais parecia um poste em campo. Ali Riley foi bem demais no apoio e na marcação, colocou a O'Reilly no bolso. Marta fez as habituais jogadas de efeito. Christine Sinclair é só uma atacante oportunista, não tem habilidade para justificar tanto individualismo.

segunda-feira, abril 19

No último andar

Confesso que bate um certo desânimo quando eu olho a tabela e constato que várias partidas transmitidas pela TV ocorrerrão em Boston e Philadelphia (cujo campo também tem marcação de futebol americano). É muita poluição visual, fica até complicado entender o que está acontecendo. Mas enfim, é o que temos, né? Quanto ao jogo, Breakers e Independence fizeram um 1º tempo de dar sono, resolveram jogar um pouquinho de bola no 2º e acabaram empatando por 1 a 1. O time da casa saiu na frente graças à falta cobrada por Kelly Smith, que contou com um desvio providencial na barreira. Pouco depois, a zagueira Allison Falk ganhou no alto e cabeceou com estilo para empatar. Foi o primeiro gol do Independence, sendo que Falk também marcou o primeiro na história da WPS e, por consequência, do Los Angeles Sol.
Cornetadas: Amy LePeilbet evitou algumas chances claras de gol e mostrou porque é a melhor zagueira da liga. As duas volantes do Breakers ganharam a maioria das divididas, mas enquanto Leslie Osborne saía jogando com categoria, Chioma Igwe entregava a bola no pé das adversárias. Kelly Smith exibiu lampejos do talento habitual, mas perdeu um gol feito e prendeu demais a bola em alguns momentos. A ausência de Fabiana no lado direito foi sentida, Liz Bogus foi peça nula. Lauren Cheney fez bem o papel de pivô, mas esperava mais dela. Na defesa ou no ataque, Allison Falk ganhou todas pelo alto. Magnusdottir tem potencial, mas precisa tocar mais rápido, não dá para querer driblar o tempo inteiro. Lori Lindsey e Caroline Seger alternaram bons e maus momentos. E continuo com a mesma opinião, o ataque do Independence é fraco.

segunda-feira, março 22

Bola de cristal: FC Gold Pride

Lanterna na temporada passada, o FC Gold Pride teve uma offseason muito bem-sucedida. Além de ser considerado o time que fez as melhores escolhas no draft universitário, ainda foi beneficiado pelo fim abrupto do Los Angeles Sol, o que possibilitou a chegada de reforços como Marta e a francesa Camille Abily. Tudo indica que este ano o time jogará num ofensivo 4-3-3, o que é promessa de muitos gols - a favor e contra. A posição de goleira está bem servida com a segura Nicole Barnhart. As laterais Kandace Wilson e Ali Riley são velozes e chegam bem no apoio. Rachel Buehler e Candace Chapman formam uma dupla de zaga razoável, nada que encha os olhos. Enquanto Carrie Dew deve ocupar a cabeça-de-área (Becky Edwards é a outra candidata), a norueguesa Solveig Gulbrandsen e Abily ficam como responsáveis pela ligação com o ataque. Marta e Kelley O'Hara jogam abertas (mas com a obrigação de marcar a saída de bola adversária) e Christine Sinclair faz o papel de referência na área. Na teoria é tudo muito bonito, resta ver se desta vez o técnico Albertin Montoya saberá extrair o melhor do elenco que possui. Meu palpite: briga pelo título.
Gol: Nicole Barnhart, Brittany Cameron, Erin Guthrie
Defesa: Rachel Buehler, Candace Chapman, Ali Riley, Kandace Wilson, Kaley Fountain, Kristen Graczyk
Meio-de-campo: Carrie Dew, Camille Abily, Solveig Gulbrandsen, Becky Edwards, Kim Yokers, Ashley Bowyer, Rosie Tantillo
Ataque: Marta, Christine Sinclair, Kelley O'Hara, Tiffeny Milbrett, Kiki Bosio
Treinador: Albertin Montoya

Só para efeito de registro, hoje o blog completa um ano de existência (não imaginava que fosse durar tanto, admito). Agradeço aos leitores que visitam e aos que, com seus comentários, contribuem para um debate de bom nível a respeito da modalidade. Aproveitando a ocasião, se quiserem sugerir algo para melhorar o blog neste ano que vem por aí, fiquem à vontade.

terça-feira, setembro 1

Jogo das estrelas

Apesar do espírito festivo, o All-Star Game acabou sendo um espetáculo bastante agradável. Os destaques da WPS cumpriram sua obrigação e derrotaram o desfalcado Umea, da Suécia, por 4 a 2. No começo do jogo, as nórdicas colocaram as manguinhas de fora e aproveitaram o desentrosamento da defesa adversária para abrir 2 a 0 no placar, gols de Madelaine Edlund e Sofia Jakobsson. No entanto, as estrelas da liga americana conseguiram se recuperar e empataram ainda no 1º tempo, gols de Kristine Lilly e Marta. Logo no início do 2º tempo, Christine Sinclair marcou duas vezes e deu números finais ao jogo.
WPS All-Stars: Karina LeBlanc (Hope Solo), Tina Ellertson (Tiffeny Milbrett), Amy LePeilbet (Christine Sinclair), Christie Rampone, Lori Chalupny, Shannon Boxx, Megan Rapinoe (Heather O'Reilly), Kristine Lilly (Cat Whitehill), Aya Miyama (Brittany Klein), Cristiane (Abby Wambach), Marta
Umea IK: Carola Soberg, Emma Berglund (Emma Kullberg), Johanna Frisk, Karolina Westberg, Frida Ostberg, Elaine Moura, Emmelie Konradsson, Emma Aberg Zingmark (Malin Mostrom), Mami Yamaguchi, Madelaine Edlund, Sofia Jakobsson
Público: 4.115

Enquanto isso, do outro lado da poça, foram definidas as quartas de final do EURO 2009:
Quinta
Finlândia x Inglaterra - 10h
Holanda x França - 14h
Sexta
Alemanha x Itália - 10h
Suécia x Noruega - 14h

segunda-feira, julho 27

Restam quatro

Talvez o Gold Pride estivesse numa situação melhor se suas atacantes não fossem tão incompetentes diante do gol. Foi mais uma partida em que Christine Sinclair e, principalmente, Tiffeny Milbrett desperdiçaram chances incríveis. Com isso, o Saint Louis Athletica terminou o 1º tempo liderando o placar, gol marcado por Niki Cross ao escorar uma bola cruzada do fundo. O 2º tempo foi disputado de forma arrastada até Formiga acertar um belo passe que resultou no gol marcado por Sinclair aos 42 minutos. Nos frenéticos momentos finais, ambos os times buscaram a vitória de qualquer maneira, mas o empate acabou prevalecendo. O resultado serviu para evitar que o Athletica garantisse uma vaga nos playoffs, já o Gold Pride está eliminado.
SLA: Hope Solo, Kia McNeill (Melissa Tancredi), Sara Larsson (Stephanie Logterman), Tina Ellertson, Elise Weber, Kendall Fletcher, Angie Woznuk, Lori Chalupny, Amanda Cinalli, Niki Cross (Sarah Walsh), Eniola Aluko
FCGP: Nicole Barnhart, Leigh Ann Robinson, Carrie Dew (Eriko Arakawa), Kristen Graczyk, Rachel Buehler, Leslie Osborne, Formiga, Brandi Chastain (Kimberly Yokers), Tina DiMartino, Tiffeny Milbrett (Adriane), Christine Sinclair
Público: 4.212
Se futebol tivesse lógica, o Washington Freedom teria derrotado o Chicago Red Stars com bem mais facilidade. Com um toque de bola lento, o Red Stars não conseguiu fugir da forte marcação adversária e apelou para inúteis finalizações de longa distância. Do outro lado, Sonia Bompastor atuou com extrema liberdade e cansou de colocar as atacantes na cara do gol. Mas para azar do Freedom, elas não tiveram a devida competência e a goleira Caroline Jonsson também fez grandes intervenções. Só isso explica o 1º tempo terminar empatado em 1 a 1, gols de Megan Rapinoe e Abby Wambach. Na 2ª etapa, o panorama do jogo seguiu igual. Wambach marcou mais um e Karen Carney arrancou o empate. No finalzinho, Allie Long passou como quis pela frágil defesa do Red Stars e assegurou a merecida vitória do Freedom. Com o resultado, o Red Stars está eliminado e o Freedom segue na disputa por uma vaga.
CRS: Caroline Jonsson, Marian Dalmy, Jill Oakes, Ifeoma Dieke, Natalie Spilger (Frida Ostberg), Brittany Klein, Carli Lloyd, Megan Rapinoe (Ella Masar), Karen Carney, Lindsay Tarpley (Heather Garriock), Cristiane
WF: Erin McLeod, Jill Gilbeau, Cat Whitehill, Becky Sauerbrunn, Alex Singer (Allie Long), Lori Lindsey, Homare Sawa, Rebecca Moros (Joanna Lohman), Sonia Bompastor, Lisa De Vanna, Abby Wambach
Público: 5.226
Boston Breakers e Sky Blue não passaram de um empate em 0 a 0 e seguem na briga por uma vaga nos playoffs. A curiosidade do jogo foi a participação meteórica da atacante Amy Rodriguez. Ela entrou em campo aos 17 do 2º tempo, não agradou ao técnico Tony DiCicco e foi substituída 15 minutos depois.
BB: Allison Lipsher, Alex Scott, Nancy Augusyniak, Amy LePeilbet, Heather Mitts, Maggie Tomecka, Angela Hucles, Kelly Schmedes, Kristine Lilly, Fabiana (Abby Crumpton), Jennifer Nobis (Amy Rodriguez; Christine Latham)
SBFC: Jennin Branam, Keeley Dowling, Anita Asante, Jen Buczkowski, Meghan Schnur, Kelly Parker, Heather O'Reilly, Rosana (Noelle Keselica), Collette McCallum, Kacey White, Kerri Hanks (Julianne Sitch)
Público: 4.125

quinta-feira, março 26

Raio-X das equipes: FC Gold Pride

Goleiras: Nicole Barnhart, Allison Whitworth, Meagan McCray *
Defesa: Rachel Buehler, Carrie Dew, Érika, Marisa Abegg *, Lindsay Massengale *
Meio-campo: Leslie Osborne, Formiga, Tina DiMartino, Brandi Chastain, Adriane, Leigh Ann Robinson, Kimberly Yokers, Kristen Graczyk
Ataque: Christine Sinclair, Eriko Arakawa, Tiffeny Milbrett, Tiffany Weimer, Kandace Wilson
Técnico: Albertin Montoya
* Jogadora em desenvolvimento


Vou bancar o gato-mestre logo de cara, não acredito que o Gold Pride tenha chance de faturar o título. O técnico decidiu apostar nas veteranas Brandi Chastain (40) e Tiffeny Milbrett (36), um risco que poucos correriam. A zaga com Rachel Buehler e Carrie Dew promete ser sólida, enquanto Leslie Osborne e Formiga devem formar uma boa dupla de volantes. Mas acho que falta talento na parte ofensiva. Christine Sinclair é a versão canadense da Abby Wambach: faz o pivô, é trombadora e vai bem na bola alta. Já a japonesa Eriko Arakawa costuma se destacar mais pelo penteado exótico, conforme vocês podem atestar. Só vi a Adriane jogar pela seleção sub-20, mas me pareceu individualista demais para quem atua no meio-campo. Saiu-se bem quando caiu pela ponta direita e usou seu drible para criar jogadas de linha de fundo. Ao que parece, a Érika será aproveitada na defesa. Uma pena, pois, na minha opinião, ela é craque. Joga de cabeça erguida, tem boa visão de jogo e executa ótimos passes, deveria ser utilizada no ataque ou como meia ofensiva. Para encerrar, uma curiosidade: a assistente técnica do time é a Sissi, ex-jogadora da seleção brasileira.