quarta-feira, abril 7

Bola de cristal: Beat e Independence

Fruto da expansão da WPS, o Atlanta Beat já inicia o campeonato em desvantagem com relação aos times fundadores. Como não existe uma base a ser aproveitada, seu técnico terá que armar a equipe a partir do zero. A goleira Allison Whitworth apareceu bem no FC Gold Pride e agora terá a chance de se firmar como titular. Com uma mistura de jogadoras medianas e improvisadas, a linha defensiva não passa muita confiança. Do meio para a frente, o cenário melhora consideravelmente. Tobin Heath, a primeira escolha do draft universitário, e a japonesa Mami Yamaguchi ficarão responsáveis pela criação. O ataque deve reunir a goleadora alemã Shelley Thompson com a suíça Ramona Bachmann. Talentosa, individualista e temperamental, a ex-jogadora do Umeå tem tudo para ser um dos destaques do campeonato. Meu palpite: se a defesa não fizer água, pode ficar no meio da tabela.
Gol: Allison Whitworth, Brett Maron, Mallori Lofton-Malachi
Defesa: Kia McNeill, Leigh Ann Robinson, Stacy Bishop, Lauren Sesselmann, Tracy Hamm, Blakely Mattern
Meio-de-campo: Angie Kerr, Mami Yamaguchi, Tobin Heath, McCall Zerboni, Amanda Cinalli, Katie Larkin, Sophia Mundy, Marisha Schumacher-Hodge
Ataque: Ramona Bachmann, Shelley Thompson, Johanna Rasmussen, Monica Ocampo, Rebecca Nolin
Treinador: Gareth O'Sullivan


O Philadelphia Independence é outra expansão que, provavelmente, passará por maus bocados até encontrar uma identidade em campo. A canadense Karina LeBlanc é uma goleira firme. A zaga não deve dar muita dor de cabeça, com destaque para a imponente Allison Falk, que deixou boa impressão atuando pelo Los Angeles Sol. A bonitinha mas ordinária Heather Mitts volta para a lateral direita após ficar uma temporada exilada no lado esquerdo pelo Boston Breakers. Nem imagino como será formado o meio-de-campo, a escalação acima é puro chute. E também não me lembro das atuações de Caroline Seger pela seleção sueca, mas o fato é que ela veio com status de craque. A islandesa Holmfridur Magnusdottir é uma meia-esquerda rápida e dribladora, pode ser uma das surpresas da temporada. Na frente, Lianne Sanderson, reserva da seleção inglesa, atuará ao lado de Amy Rodriguez e sua mira descalibrada. Meu palpite: o ataque é fraco, candidato a segurar a lanterna.
Gol: Karina LeBlanc, Val Henderson, Robyn Jones
Defesa: Allison Falk, Heather Mitts, Sara Larsson, Nikki Krzysik, Sarah Senty, Estelle Johnson, Katherine Reynolds
Meio-de-campo: Jen Buczkowski, Lori Lindsey, Caroline Seger, Holmfridur Magnusdottir, Joanna Lohman, Lyndsey Patterson
Ataque: Amy Rodriguez, Lianne Sanderson, Karina Maruyama, Danesha Adams, Gina DiMartino, Carrie Patterson
Treinador: Paul Riley

10 comentários:

Daniel disse...

Sei não , acho que esse time do Atlanta vai fazer onda nessa WPS. Confio sempre em time que tem meio campo de criação, daí sempre se pode esperar e o ataque é matador. Eu tou com uma curiosidade de ver essa Ramona Backmann jogar, uma partida interia, não lance de youtube.
A Marta disse certa vez que ela é a versão feminina do Messi. Putz com a bola extraterrestre, surreal, que o Messi tá jogando, se ela conseguir ser dessa versão 10% do que é o messi, minha nossa senhora.

Mary disse...

O Atlanta Beat fez um amistoso contra o St. Louis Athletica na pré-temporada e ganhou de 2-1.
Acho que é uma equipe que não deve ser subestimada, e se suas "estrelas" brilharem no campeonato, tem grandes chances de brigar pelo título.
Já o Independence, é uma incógnita pra mim.

Izabel disse...

tb aposto no Atlanta como um forte candidato ao título...ainda mais se a Ramona for tudo o que falam!

Marcelo T. disse...

Pode ser, mas jogadoras talentosas praticamente todos os times possuem. Acho que a defesa fraca e a inevitável falta de entrosamento serão mais determinantes para o desempenho do Atlanta. De qualquer forma, meio da tabela não é uma previsão tão pessimista, equivaleria a um 4º ou 5º lugar.

Mary disse...

Hoje que fui notar a "humildade" do Freedom pra essa temporada. Está escrito bem grande no seu site: "Freedom is ... the world's best". Vamos ver se isso se confirma durante o campeonato. Na pré-temporada empataram de 0-0 com o Independence.

A Daniela vai ficar mais 60 dias parada, só volta em junho. Que pena, achei que já iria vê-la jogando de novo.

O Atlanta também ganhou do Boston Breakers por 2-1. Eles já ganharam 2 adversários da WPS na pré-temporada, acho que estão se entrosando bem melhor do que imaginavamos.

JULIANA disse...

ALGUEM SABE DIZER SE A ESPN BRASIL VAI MOSTRAR A WPS ESSE ANO?

augusto disse...

Todos nós queremos o maximo para o futebol feminino. Sonho com que o inefavel Joseph Blatter institua com seus patrocinadores... um premio para os participantes da prox Copa do mundo muito alto, so por participaçao, tal como no masculino. E para a vencedora no min. uns 20 pct do que virá agora em Johanesburgo: US$ 30 milhoezinhos.
Isso tudo pela razao que isso se torna um empurrão na profissionalizaçao: todas vão querer pelo trabalho de jogar... uma lasquinha condizente. E vão berrar se nao vier logo.

augusto disse...

Nao sai me sai da cabeça uma duvida e uma pergunta sobre o padrão de jogar da Wps. Mas especificamente a media de gols por partida e o furor defensivo dos tecnicos de lá.
Eu sonho com uma fluidez de jogo ofensivo maior, com uma media bem melhor. Porem não estou tao otimista e somente as internacionais estao elevando o padrão. Mozart, o que vc acha ao menso apra esta temporada? Marcelo, podemos esperar coisa melhor?

Gustavo disse...

Para Mary:
Não acho que aquela frase seja falta de humildade ou arrogância. Na minha opinião é só um trocadilho com Freedom (o nome do time) com o seu significado (liberdade). Logo, "a liberdade é o melhor do mundo" ou "o melhor do mundo é a liberdade". Achei legal, interessante. Ainda mais em um contexto de desenvolvimento do esporte feminino.
=)

Marcelo T. disse...

Juliana, até o momento não surgiu nenhuma notícia a respeito de transmissão na tv.

Augusto, a esperança é que a média de gols suba este ano. Jogadoras para isso não faltam, mas vamos ver como os treinadores irão armar os times.