segunda-feira, abril 27

Só termina quando acaba


A partida entre FC Gold Pride e Washington Freedom pode não ter sido um primor sob o ponto de vista técnico, mas não faltaram emoções. Após um início morno, o Freedom abriu o placar aos 18 minutos com a mais manjada das jogadas, chuveirinho na área. Cat Whitehill cobrou a falta, Barnhart saiu mal e Abby Wambach tocou de cabeça para o fundo da rede. Após o susto, o Gold Pride passou a trabalhar bem a bola com Tina DiMartino e Tiffany Weimer e obrigou a goleira KJ Spisak a fazer boas intervenções (Scurry finalmente foi barrada). O empate veio aos 30 minutos. Weimer lançou a bola sobre a zaga e Tiffany Milbrett tocou com categoria para encobrir a goleira. No 2º tempo, DiMartino e Weimer pareciam encantadas com a própria habilidade. Toquinho pra lá, toquinho pra cá e nada de ameaçar o gol adversário. O Freedom, mais objetivo, retomou a dianteira no placar aos 7 minutos. Homare Sawa lançou na ponta esquerda para Wambach, que cruzou com perfeição para Lori Lindsey marcar. O Gold Pride continuou indolente e foi punido com o terceiro gol, anotado por Allie Long aos 25 minutos. Diante da derrota iminente, o time da casa resolveu atuar com mais agressividade. Aos 30 minutos, Kandace Wilson foi ao fundo e cruzou para Weimer diminuir. A igualdade veio aos 38 minutos. A zagueira Rachel Buehler disparou pela ponta direita, tabelou com Wilson e cruzou para a área. Milbrett desviou no primeiro pau e Christine Sinclair só empurrou para o gol vazio. Aos 46 minutos, quando tudo parecia definido, tivemos uma repetição do lance que inaugurou o placar. Após falta cobrada por Whitehill, Wambach ganhou de Buehler pelo alto e decretou a vitória do Freedom.
E agora, a pergunta que não quer calar: o que faz a Adriane no Gold Pride? Já foi estranho ela ter sido escolhida no draft, pois nem pertence à seleção principal. E ontem, mesmo com o time cheio de desfalques e perdendo o jogo, ela não entrou em campo. Acho que o técnico poderia ter aproveitado melhor essa vaga de jogadora estrangeira.
FCGP: Nicole Barnhart, Kandace Wilson, Kristen Graczyk, Rachel Buehler, Leigh Ann Robinson (Lindsay Massengale), Kimberly Yokers (Christine Sinclair), Tina DiMartino, Leslie Osborne, Tiffany Weimer, Eriko Arakawa, Tiffeny Milbrett

WF: Kati Jo Spisak, Alex Singer, Becky Sauerbrunn, Cat Whitehill, Jill Gilbeau, Lori Lindsey, Homare Sawa, Kristin DeDycker (Lisa De Vanna), Allie Long, Abby Wambach, Rebecca Moros (Emily Janss)
Público: 3.321.

16 comentários:

Mary disse...

Enfim a Wambach desencantou.

Marcelo, quem é a jogadora Adriane?

Kathleen disse...

Tenho uma certa simpatica com o Gold Pride, por ter jogadoras como a Erika a Tiffany Weimer e ate msm a Adriane...q aqui no Brasil passoou por bons times..e ñ vejo como ela vai se comportar nessa liga

Marcelo T. disse...

Mary, a Adriane disputou o último Mundial sub-20 pelo Brasil. Como ela nunca atuou pela seleção principal, não sei como o técnico do Gold Pride resolveu escolhê-la no draft. Ela ainda não tem experiência para disputar uma liga que, em tese, reúne as melhores jogadoras do mundo.

Mary disse...

Ah sim, agora eu entendi.
É, realmente a falta de experiência pode pesar, mas a Marta também era bem nova quando foi jogar na Suécia. Não sei como a Adriane joga, mas espero que ela se saia tão bem quanto a Marta, e drible logo essa barreira.

Mudando de assunto, será que a Dani Alves está realmente "fugindo" da seleção? Se for assim sinto por ela, porque o Brasil tem boas jogadoras para substituí-la, e o que não falta é menina querendo jogar pela seleção principal, apesar do descaso do nosso país com o futebol feminino.
Obrigada pelas respostas Marcelo. Bjoo.

Marcelo T. disse...

É verdade, mas a Marta já tinha disputado o Pan-Americano e a Copa do Mundo de 2003 antes de ir jogar na Suécia. Sem falar que o Campeonato Sueco não era tão forte tecnicamente quanto é a WPS.

Acho que a Daniela Alves quis "fugir" desses amistosos e não da seleção. Mas não vejo nada de errado, o clube paga o salário dela e merece ter prioridade, ainda mais por estar segurando a lanterna do campeonato.

Kathleen disse...

Eu tb fikei com a puga tras da orelha com a Daniela Alves...agora ñ sei se é pq ela quis "fugir" ou se foi uma jogada do tecnico do Athletica, o Jorge Barcellos. Já q o time ta na lanterna do campeonato iria pegar o Los Angeles Sol, sem a Marta, eu acho q ele quis dar uma de espertinho e segurou a Daniela como uma arma secreta pra equipe...

Marcelo T. disse...

Kathleen, não duvido nada que tenha acontecido isso.

Mary disse...

É, realmente pode ter ocorrido esse "boicoite" do Jorge Barcellos. E concordo que a Daniela tem que defender o clube que a paga, já que a CBF não paga nada.
Mas acho que se não fosse a seleção, ela dificilmente estaria jogando nos EUA. Sabemos que a seleção é vitrine de meninos e meninas e, na situação que o futebol feminino se encontra no Brasil, só mesmo a seleção pra ajudá-las a realizar o sonho de serem grandes jogadoras. Por isso acho que deveriam ser gratas a seleção e ter orgulho de vestir essa camisa, e acredito que muitas tem esse orgulho ( Quando falo seleção, não me refiro a CBF. Elas não devem nada a CBF, pelo contrátio, a CBF é que deve muito a elas).

Thaisa disse...

Bom...Agora vamos causar uma certa polemica em volta da Daniela Alves...Vocês acham mesmo que ela é a melhor meia que temos hoje para a seleção?
Eu não gosto muito do tipo da Daniela Alves jogar não, apesar dela ser uma cobradora de falta excelente. Mas não tem velocidade,forma fisica abaixo das demais, pouca visão de jogo e sem falar que apoia e marca muito mal...Mas deem a opinião de vocês ai sobre Daniela Alves

Marcelo T. disse...

Quando exerce a função de volante, eu acho que a Daniela Alves não compromete. Que eu me lembre, não existem opções muito melhores por aí. O problema é quando ela ultrapassa a linha divisória e resolve armar o jogo. Invariavelmente, ela erra o passe ou arrisca um chute de fora da área. Acho que ela poderia ser mais consciente das próprias limitações e não forçar tanto a barra.

Mary disse...

Pesso desculpas aos colegas do Blog, pois acho que me expressei de forma "exagerada" quanto a presença da Daniela Alves na seleção brasileira. Também acho que ela deixa muita a desejar tecnicamente, e entra em campo com um "salto alto" se sentindo a "Marta"(melhor jogadora do mundo).
Quanto a falta de substituta, observei o "debate" que está rolando sobre a função que a Érika deve exercer em campo. Acho que ela deve jogar como o Elano na seleção, pois ele marca e ataca, e como ela já foi zagueira e atacante acho que ela se saira bem. Assim, a Érika substitui a Daniela Alves na seleção, e mata-se 2 coelhos com uma cajada só, rsrsrs...
Bjoo.

Thaisa disse...

Mary, concordo contigo que a Daniela Alves entra com "salto alto" em campo mas não se sente a Marta não, porque a Marta é bem mais humilde que ela neh, e ainda mostra futebol. Nada contra a Daniela Alves, mas o futebol dela, na minha concepção, não é futebol para estar na seleção não.
E quanto a Érika, como já ressaltei antes, uma jogadora fantástica poderia jogar em qualquer posição, mas penso que se ela jogar naquela função do Elano com certeza iria sobrecarregar ela e pouco poderia chegar ao ataque. Pra mim a Érika tem que ser uma meia ofensiva, quase como terceira atacante...

Mary disse...

É verdade Thaisa, a Marta é muito humilde, e acredito que isso é uma das qualidades que a faz ser a melhor jogadora do mundo. Quando comparei a Daniela a Marta, quis dizer que a Daniela tem uma postura, que nem a Marta(a melhor do mundo) tem.
E estou cada vez mais convencida que a Érika tem que substuituir a Daniela na seleção. Só vi a Érika jogando como zagueira, e se saiu bem. Mas se vocês dizem que ela joga muito bem no ataque eu acredito e concordo, a Érika tem que jogar como meia ofensiva.
Bjoo.

Marcelo T. disse...

De minha parte, cismei que a Érika deveria virar uma meia ofensiva após ver suas atuações no último Mundial sub-20. Embora, no papel, exercesse a função de centroavante, ela sempre recuava para a intermediária e distribuía o jogo com mais lucidez do que as meias oficiais. Tanto é que, contra a Alemanha pelas quartas-de-final, o time morreu depois que ela foi deslocada para a zaga.
Se ela conseguiu se destacar num torneio de bom nível como aquele, acredito que poderia muito bem atuar da mesma forma na seleção principal. Com os passes e lançamentos dela, Cristiane e Marta jamais ficariam à míngua.

Mary disse...

Ah, vocês me deixaram com "água na boca" agora, pois, infelizmente, não pude acompanhar os jogos da seleção sub-20 na íntegra, e não vi a Érika atuando como meia. Só consegui ver os gols da seleção e nada mais.
Mas fica aí uma sujestão pro Kleitom Lima, a Érika tem que jogar como meia na seleção, formando o quadrado - Formiga, Érika, Marta e Cristiane. E esse quadrado eu acredito que vai dar certo, rsrsrs..
Bjoo.

Thaisa disse...

Exatamente como o Marcelo falou e acrescento que em alguns jogos do Santos vi a Érika com a mesma postura que teve na sub 20...Ou seja, a posição dela é sim como meia ofensiva (olha eu, dando uma de tecnica neh).Vamos ver se o treinador do Gold Pride e o Kleiton Lima enxergam isso e tentam colocar ela como meia campista.